terça-feira, 19 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
CULTURA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS!!!
Como propiciar uma cultura de resolução de problemas
O conceito de melhoria contínua colhe cada vez no mundo dinâmico e complexo em que vivemos e também à medida que nos socorremos de processos industriais progressivamente com mais variáveis e restrições para atingir os objectivos pretendidos.
Neste sentido, julgo ser útil citar palavras recentes de Jamie Flinchbaugh, sócio fundador do Lean Learning Center, localizado no Michigan (EUA):
“ Os piores problemas são aqueles que não conseguimos detectar. Porém, grande parte da formação incide na forma de resolver problemas, assumindo que sabemos resolver os problemas e estamos a resolver os problemas certos. Independentemente do quão bom se seja a resolver problemas, tudo cai por terra se não resolvermos os problemas certos.”
Numa alusão a um tipo de cultura que muito tem a ver com o trabalho do engenheiro químico, o mesmo diz:
“No que diz respeito à construção de uma cultura orientada para a resolução de problemas, um dos aspectos fundamentais é a capacidade para identificar problemas com rapidez e encarando-os honestamente.”
Posto o que apresenta o âmbito da cultura Lean:
“(D)escrever os problemas faz com que tenhamos de os encarar. Em muitas organizações, instituiu-se uma cultura segundo a qual apenas se encaram problemas que se saibam como resolver. A cultura Lean, por outro lado, encara mesmo os problemas desconhecidos, difíceis e feitos, tornando-os visíveis.”
E conclui o seu texto com 4 conselhos para melhorar:
1. Analisar a situação actual:
Procurar saber como as pessoas lidam com os problemas, tentando explorar que problemas existem actualmente e como reagem as pessoas à detecção de um problema.
2. Desenvolver um mecanismo:
Qualquer mecanismo de identificação/gestão/controlo de problemas que dote as pessoas de um procedimento que possa ser desencadeado quando encontram um problema, é um mecanismo válido.
3. Estabelecimento de incentivos não monetários à identificação de problemas:
Há que tornar claro para todos que é vantajoso desencadear o mecanismo de identificação/gestão/controlo de problemas em detrimento de guardar o conhecimento do problema para si mesmo.
4. Definição de como os líderes devem responder:
O desencadeamento do mecanismo de identificação/gestão/controlo de problemas de deve implicar uma cooperação por parte da estrutura hierárquica superior, pelo que é altamente recomendável que se defina quem, da estrutura directa, deve responder e como o fará.
Fonte: www.industryweek.com - Advice for building a problem-solving culture, porJamie Flinchbaugh
FOTOSSÍNTESE ARTIFICIAL!!!
Nanodispositivos para fotossíntese artificial
Há muito que os cientistas ambicionam melhorar o processo de fotossíntese. O conceito de folha artificial assenta num funcionamento a energia solar e díóxido de carbono, tal como uma folha vegetal genuína.
Sabe-se que fotossíntese natural é um processo pouco eficiente devido às transformações químicas que ocorrem a planta que a energia solar possa ser uma fonte de energia utilizável pelas células vegetais.
No âmbito das folhas artificiais, como o objectivo é converter energia solar em electricidade ao invés de energia solar em energia armazenas em ligações químicas, é possível melhorar a eficiência da captura da energia solar de modo que as folhas
Através de um "bionanodispositivo", investigadores da Universidade do Michigan produziram uma solução que combina cianobactérias e nanofios a qual se traduz num aumento de eficiência na fotossíntese relativamente à eficiência individual das cianobactérias.
Também no MIT cientistas desenvolveram o que se pode chamar uma folha artificial que produz hidrogénio a partir de água e luz solar.
Devido ao elevado custo na produção de nanodispositivos, a massificação destas tecnologias não se prevê viável. Estas soluções conseguem ter o dobro da eficiência das plantas no processo de fotossíntese, mas em termos absolutos apenas conseguem converter 4 a 5% da energia solar em electricidade.
Estima-se que a fotossíntese artificial apenas se torne competitiva quando ultrapassar o triplo de eficiência dos vegetais.
Fontes: NextNature e Geek.com
EXTRAÇÃO DE PETRÓLEO!!!
Uma solução para usar na extração de petróleo
Dois matemáticos da Universidade de Oslo desenvolveram uma solução para tornar o processamento de petróleo e gás natural mais eficientes com um custo inferior.
Usando os seus conhecimentos de mecânicas de fluidos eles desenvolveram uma solução que ajudará a recuperar mais petróleo e gás natural no Mar do Norte e em outros locais do mundo, visto que tornará rentável a exploração de jazidas de petróleo em que até agora o custo de investimento e operação não se justificava.
Tendo em conta que a maior parte do petróleo é extraído do solo oceânico, a separação de água e areia do extracto de petróleo tenderá a ser feito no fundo mar também. As estruturas instaladas actualmente no fundo dos oceanos podem pesar milhares de toneladas e tornar-se-ão ainda mais pesadas caso os equipamentos necessários para separar água e areia aí sejam instalados. Um dos motivos para este acréscimo de peso é o facto de serem necessários sistemas de refrigeração para que a separação possa ter lugar (arrefecimentos desde 150ºC até 20ºC).
Os investigadores matemáticos da Universidade de Oslo desenvolveram um sistema de refrigeração mais leve, que se torna mais fácil de instalar e içar do fundo do mar.
Estima-se que esta solução possa ser instalado no fundo do mar em 2013, e terá um tempo de vida útil previsto de 30 anos.
INDÚSTRIA QUÍMICA!!
As atuais moléculas-chave da indústria química e as do futuro
A transição fundamental de uma indústria química assente em combustíveis fósseis, nomeadamente de raiz petrolífera, para uma outra de maior sustentabilidade centrada em práticas 'verdes' que recorram a matéria-primas renováveis, requer que se contemple de forma integrada o panorama industrial passado e presente, para daí perceber como poderá ser possível executar esta gigante 'revolução industrial'.
Por estranho ou inacreditável que pareça, praticamente todos os compostos do mundo moderno atual podem ser sintetizados a partir de sete moléculas ou conjuntos chave:
- Gás de síntese (a partir de metano)
- Etileno
- Propileno
- Butano
- Butileno
- Butadieno
- BTX (mistura de benzeno, tolueno e xileno)
Se foi a partir destes compostos que a atual rede industrial se diversificou numa complexa miríade de produtos com as mais diversas funcionalidades e propriedades, e se é verdade que o que as fornece a toda indústria é a exploração de combustíveis fósseis, surge então a necessidade de se identificarem novas moléculas e conjuntos chave em substituição das vigentes.
Neste sentido, admitem-se atualmente como alternativa os seguintes 12 compostos/conjuntos:
Estas moléculas, apresentadas aqui pelos nomes como são vulgarmente conhecidas, são encontradas nas mais diversas espécies vegetais. A sua obtenção a partir da Natureza levanta desafios ao nível da extração e purificação.
Neste particular é importante evitar o uso de solventes orgânicos tradicionais poluentes como o benzeno, o clorofórmio ou compostos orgânicos voláteis que retirariam o carácter verde a estas alternativas. Por outro lado, por existirem em matrizes naturais ricas em outras moléculas, surge o desafio de dotar estas extrações de uma considerável selectividade para que se consigam extrair privilegiadamente os compostos desejados.
Novas soluções de extração envolvendo tecnologias verdes como a extração supercrítica usando dióxido de carbono ou líquidos iónicos poderão ganhar espaço e preferência neste contexto.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Os plásticos podem ser perigosos?
Pesquisas recentes indicam que substâncias químicas presentes em alguns tipos de plásticos usados comumente pela população podem causar danos à saúde humana. Artigo da CH de maio mostra os perigos da exposição a esses compostos.
Por: Sônia Corina Hess
Publicado em 14/05/2012 | Atualizado em 14/05/2012
O bisfenol A, substância química de reconhecida atividade hormonal, é empregado na fabricação de diversos tipos de plásticos, como os usados em garrafas de água mineral. (foto: Gabriella Fabbri/ Sxc.hu)
É crescente o número de substâncias químicas, presentes em plásticos, suspeitas de atuar como hormônios artificiais ou de interferir no sistema endócrino, levando a doenças e disfunções em adultos e crianças e a malformações em embriões. A questão desperta grande preocupação porque os plásticos são virtualmente onipresentes na vida humana contemporânea, sendo empregados na fabricação de uma infinidade de produtos, muitos deles destinados a crianças ou a hospitais.
É crescente o número de substâncias químicas, presentes em plásticos, suspeitas de atuar como hormônios artificiais ou de interferir no sistema endócrino
Em mulheres, a exposição a agentes artificiais que imitam o hormônio feminino natural (estrogênio) é o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças como endometriose e câncer (de mama e de útero). Já a exposição de homens adultos a essas substâncias também pode causar câncer, além de levar à impotência ou induzir crescimento de mamas (ginecomastia) e redução do desejo sexual, dos níveis de hormônio masculino (androgênio) no sangue e do número de espermatozoides.
Substâncias artificiais quimicamente muito diferentes agem como interferentes no sistema hormonal. Por isso, é difícil predizer se um material apresentará essa propriedade a partir de sua estrutura química.
O dicloro-difenil-tricloroetano, inseticida conhecido pela sigla DDT, largamente utilizado por décadas e hoje de uso banido na agricultura, foi o primeiro produto químico artificial em que a atividade hormonal foi identificada. Ainda em 1949, foi relatado que homens que pilotavam os aviões usados para aplicar esse inseticida nas plantações apresentavam baixas contagens de espermatozoides. Desde então, outros compostos químicos que afetam o sistema hormonal humano foram descobertos.
Suspeitas crescentes
Os efeitos dos compostos presentes nos plásticos no organismo humano ainda estão sendo investigados, mas suspeita-se que eles tenham participação relevante em problemas de saúde que vêm se tornando mais frequentes na população mundial nas últimas décadas.
De 1990 a 2005, constatou-se um aumento de 19% na incidência mundial de câncer, doença responsável hoje por mais de 12% das mortes no planeta: estima-se que os vários tipos de câncer vitimem mais de sete milhões de pessoas por ano. No Brasil, os cânceres representam a segunda principal causa de mortes de mulheres e a terceira, no caso dos homens. Em 2009, segundo dados do Ministério da Saúde, 172.255 pessoas morreram de câncer no Brasil, o que representou 15,6% do total de mortes no país.
Pesquisas mostram que diversas anomalias congênitas em animais de laboratório e seres humanos são causadas por exposição a alguns compostos químicos artificiais
Estudos epidemiológicos também têm revelado que, nos últimos 60 anos, em alguns países, em especial os desenvolvidos, e principalmente na Europa, a contagem média de espermatozoides (por indivíduo) caiu à metade e que dobrou a incidência de malformações do sistema reprodutivo masculino em recém-nascidos.
Em relação às malformações congênitas, avalia-se que, em média, entre 3% e 5% das crianças nascem, no mundo, com esse tipo de problema. No Brasil, as malformações foram, em 2009, a segunda causa de falecimento de crianças até um ano: 18,3% do total de 7.817 mortes naquele ano. Entre 20% e 25% dessas malformações são atribuídas a causas genéticas, mas com frequência as causas não são identificadas. No entanto, pesquisas têm evidenciado que diversas anomalias congênitas em animais de laboratório e em seres humanos são provocadas por exposição a alguns compostos químicos artificiais, como bisfenol A, ftalatos e alquilfenóis.
Componente tóxico
Por muitos anos, o bisfenol A (BPA) tem sido uma das substâncias químicas de maior produção ao redor do mundo. É empregado na fabricação de diversos plásticos, presentes em muitos itens, inclusive mamadeiras, garrafas de água mineral, selantes dentários, latas de conserva, tubos para água, CDs e DVDs, impermeabilizantes de papéis e tintas. Todos esses materiais, ao sofrer a ação de processos físicos ou químicos, liberam bisfenol A em alimentos, em bebidas e no ambiente.
- A detecção do bisfenol A em mamadeiras feitas de policarbonato levou vários países, entre eles o Brasil, a proibir a fabricação e a venda desse artigo infantil com o composto. (foto: Flickr/ Tex Batmart – CC BY-NC-ND 2.0)
Essa substância, de reconhecida atividade hormonal, foi detectada, por exemplo, na saliva de pacientes tratados com selador dentário à base de resina derivada do BPA (uma hora após o tratamento e em quantidades suficientes para estimular a proliferação de células de câncer de mama), em mamadeiras de plástico (policarbonato) e sob condições semelhantes às do uso normal, em líquidos de latas de conservas de alimentos revestidas por resina contendo BPA (que também estimularam a proliferação das células de câncer de mama), em amostras de leite e na água mineral acondicionada em galões de policarbonato, entre muitos outros itens.
Pesquisa baseada na análise de fluidos corporais, nos Estados Unidos, encontrou o BPA em 95% das amostras e levou os pesquisadores a concluir que “a frequente detecção da substância sugere que os habitantes estão amplamente expostos a ela”. Os autores destacaram que as concentrações de BPA em fluidos corporais humanos são pelo menos mil vezes superiores às concentrações necessárias para a ocorrência dos efeitos em células descritos em estudos científicos.
Esses resultados, segundo os autores do estudo, indicam que a substância já deve estar provocando amplos efeitos biológicos em humanos. Particularmente preocupantes são os elevados níveis de BPA detectados em cordões umbilicais, no soro materno durante a gravidez e no fluido amniótico uterino durante o período de maior sensibilidade do feto aos efeitos danosos dos interferentes hormonais.
Sônia Corina Hess
Universidade Federal de Santa Catarina (campus de Curitibanos)
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